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	<title>Juventude do PSDB do Estado de São Paulo &#187; FHC</title>
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	<description>Página oficial do secretariado</description>
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		<title>O papel da oposição</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 15:11:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
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Por Fernando Henrique Cardoso
Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única antiautoritária e eu conclamava as esquerdas não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1128" src="http://jpsdbsaopaulo.com.br/files/2011/04/lula-fhc.jpg" alt="lula fhc" width="341" height="432" /></p>
<p><span style="color: black"><em>Por<strong> Fernando Henrique Cardoso</strong></em></span></p>
<p><span style="color: black">Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única <span>antiautoritária</span> e eu conclamava as esquerdas não armadas, sobretudo as universitárias, a se unirem com um objetivo claro: apoiar a luta do MDB no Congresso e mobilizar a sociedade pela democracia.</span></p>
<p><span style="color: black">Só dez anos depois a sociedade passou a atuar mais diretamente em favor dos objetivos pregados pela oposição, aos quais se somaram também palavras de ordem econômicas, como o fim do “arrocho” salarial.</span></p>
<p><span style="color: black">No entretempo, vivia-se no embalo do crescimento econômico e da aceitação popular dos generais presidentes, sendo que o mais criticado pelas oposições, em função do aumento de práticas repressivas, o general Médici, foi o mais popular: 75% de aprovação.</span></p>
<p><span style="color: black">Não obstante, não desanimávamos. Graças à persistência de algumas vozes, como a de Ulisses Guimarães, às inquietações sociais manifestadas pelas greves do final da década e ao aproveitamento pelos opositores de toda brecha que os atropelos do exercício do governo, ou as dificuldades da economia proporcionaram (como as crises do petróleo, o aumento da dívida externa e a inflação), as oposições não calavam. Em 1974, o MDB até alcançou expressiva vitória eleitoral em pleno regime autoritário.</span></p>
<p><span style="color: black">Por que escrevo isso novamente, 35 anos depois?</span></p>
<p><span style="color: black">Para recordar que cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga &#8211; pois dizem mesmo sem ser certo &#8211; que todos, governo e oposição, são farinhas do mesmo saco, no fundo “políticos”. E o que se pode esperar dos políticos, pensa o povo, senão a busca de vantagens pessoais, quando não clientelismo e corrupção?</span></p>
<p><span style="color: black">Diante do autoritarismo era mais fácil fincar estacas em um terreno político e alvejar o outro lado. Na situação presente, as dificuldades são maiores. Isso graças à convergência entre dois processos não totalmente independentes: o “triunfo do capitalismo” entre nós (sob sua forma global, diga-se) e a adesão progressiva &#8211; no começo envergonhada e por fim mais deslavada &#8211; do petismo <span>lulista</span> à nova ordem e a suas ideologias.</span></p>
<p><span style="color: black">Se a estes processos somarmos o efeito dissolvente que o carisma de Lula produziu nas instituições, as oposições têm de se situar politicamente em um quadro complexo.</span></p>
<p><span style="color: black">Complexidade crescente a partir dos primeiros passos do governo Dilma que, com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas, a despeito dos êxitos econômicos e da publicidade desbragada do governo anterior, mantiveram certa reserva diante de Lula. Esta reserva pode diminuir com relação ao governo atual se ele, seja por que razão for, comportar-se de maneira distinta do governo anterior.</span></p>
<p><span style="color: black">É cedo para avaliar a consistência de mudanças no estilo de governar da presidente Dilma. Estamos no início do mandato e os sinais de novos rumos dados até agora são insuficientes para avaliar o percurso futuro.</span></p>
<p><strong><span style="color: black">É preciso refazer caminhos</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Antes de especificar estes argumentos, esclareço que a maior complexidade para as oposições se firmarem no quadro atual &#8211; comparando com o que ocorreu no regime autoritário, e mesmo com o petismo durante meu governo, pois o PT mantinha uma retórica <span>semianticapitalista</span> &#8211; não diminui a importância de fincar a oposição no terreno político e dos valores, para que não se perca no oportunismo nem perca eficácia e sentido, aumentando o desânimo que leva à inação.</span></p>
<p><span style="color: black">É preciso, portanto, refazer caminhos, a começar pelo reconhecimento da derrota: uma oposição que perde três disputas presidenciais não pode se acomodar com a falta de autocrítica e insistir em escusas que jogam a responsabilidade pelos fracassos no terreno “do outro”. Não estou, portanto, utilizando o que disse acima para justificar certa perplexidade das oposições, mas para situar melhor o campo no qual se devem mover.</span></p>
<p><span style="color: black">Se as forças governistas foram capazes de mudar camaleonicamente a ponto de reivindicarem o terem construído a estabilidade financeira e a abertura da economia, formando os “campeões nacionais” &#8211; as empresas que se globalizam &#8211; isso se deu porque as oposições minimizaram a capacidade de contorcionismo do PT, que começou com a Carta aos Brasileiros de junho de 1994 e se desnudou quando Lula foi simultaneamente ao Fórum Social de Porto Alegre e a Davos.</span></p>
<p><span style="color: black">Era o sinal de “adeus às armas”: socialismo só para enganar trouxas, nacional–desenvolvimentismo só como “etapa”. Uma tendência, contudo, não mudou, a do <span>hegemonismo</span>, ainda assim, aceitando aliados de cabresto.</span></p>
<p><span style="color: black">Segmentos numerosos das oposições de hoje, mesmo no PSDB, aceitaram a modernização representada pelo governo FHC com dor de consciência, pois sentiam bater no coração as mensagens atrasadas do esquerdismo petista ou de sua leniência com o empreguismo estatal.</span></p>
<p><span style="color: black">Não reivindicaram com força, por isso mesmo, os feitos da modernização econômica e do fortalecimento das instituições, fato muito bem exemplificado pela displicência em defender os êxitos da privatização ou as políticas saneadoras, ou de recusar com vigor a mentira repetida de que houve compra de votos pelo governo para a aprovação da emenda da reeleição, ou de denunciar atrasos institucionais, como a perda de autonomia e importância das agências reguladoras.</span></p>
<p><span style="color: black">Da mesma maneira, só para dar mais alguns exemplos, o <span>Proer</span> e o <span>Proes</span>, graças aos quais o sistema financeiro se tornou mais sólido, foram solenemente ignorados, quando não estigmatizados. Os efeitos positivos da quebra dos monopólios, o do petróleo mais que qualquer outro, levando a Petrobras a competir e a atuar como empresa global e não como repartição pública, não foram reivindicados como êxitos do PSDB.</span></p>
<p><span style="color: black">O estupendo sucesso da Vale, da Embraer ou das teles e da Rede Ferroviária sucumbiu no murmúrio maledicente de “<span>privatarias</span>” que não existiram. A política de valorização do salário mínimo, que se iniciou no governo Itamar Franco e se firmou no do PSDB, virou glória do petismo.</span></p>
<p><span style="color: black">As políticas compensatórias iniciadas no governo do PSDB &#8211; as bolsas &#8211; que o próprio Lula acusava de serem esmolas e quase naufragaram no natimorto Fome Zero &#8211; voltaram a brilhar na boca de Lula, pai dos pobres, diante do silêncio da oposição e deslumbramento do país e… do mundo!</span></p>
<p><span style="color: black">Não escrevo isso como lamúria, nem com a vã pretensão de imaginar que é hora de reivindicar feitos do governo peessedebista. Inês é morta, o passado… passou. Nem seria justo dizer que não houve nas oposições quem mencionasse com coragem muito do que fizemos e criticasse o <span>lulismo</span>.</span></p>
<p><span style="color: black">As vozes dos setores mais vigorosos da oposição se estiolaram, entretanto, nos muros do Congresso e este perdeu força política e capacidade de ressonância. Os partidos se transformaram em clubes congressuais, abandonando as ruas; muitos parlamentares trocaram o exercício do poder no Congresso por um prato de lentilhas: a cada nova negociação para assegurar a “governabilidade”, mais vantagens recebem os congressistas e menos força político-transformadora tem o Congresso.</span></p>
<p><span style="color: black">Na medida em que a maioria dos partidos e dos parlamentares foi entrando no jogo de fazer emendas ao orçamento (para beneficiar suas regiões, interesses &#8211; legítimos ou não &#8211; de entidades e, por fim, sua reeleição), o Congresso foi perdendo relevância e poder.</span></p>
<p><span><span style="color: black">Consequentemente</span></span><span style="color: black">, as vozes parlamentares, em especial as de oposição, que são as que mais precisam da instituição parlamentar para que seu brado seja escutado, perderam ressonância na sociedade.</span></p>
<p><span style="color: black">Com a aceitação sem protesto do “modo <span>lulista</span> de governar” por meio de medidas provisórias, para que serve o Congresso senão para chancelar decisões do Executivo e receber benesses? Principalmente, quando muitos congressistas estão dispostos a fazer o papel de maioria obediente a troco da liberação pelo Executivo das verbas de suas emendas, sem esquecer que alguns oposicionistas embarcam na mesma canoa.</span></p>
<p><span style="color: black">Ironicamente, uma importante modificação institucional, a descentralização da ação executiva federal, estabelecida na Constituição de 1988 e consubstanciada desde os governos Itamar Franco e FHC, diluiu sua efetividade técnico–administrativa em uma pletora de recursos orçamentários “carimbados”, isto é, de orientação político-clientelista definida, acarretando sujeição ao Poder Central, ou, melhor, a quem o simboliza pessoalmente e ao partido hegemônico.</span></p>
<p><span style="color: black">Neste sentido, diminuiu o papel político dos governadores, bastião do oposicionismo em estados importantes, pois a relação entre prefeituras e governo federal saltou os governos estaduais e passou a se dar mais diretamente com a presidência da República, por meio de uma secretaria especial colada ao gabinete presidencial.</span></p>
<p><span style="color: black">Como, por outra parte, existe &#8211; ou existiu até a pouco &#8211; certa folga fiscal e a sociedade passa por período de intensa mobilidade social movida pelo dinamismo da economia internacional e pelas políticas de expansão do mercado interno que geram emprego, o desfazimento institucional produzido pelo <span>lulismo</span> e a difusão de práticas clientelísticas e corruptoras foram sendo absorvidos, diante da indiferença da sociedade.</span></p>
<p><span style="color: black">Na época do <span>mensalão</span>, houve um início de desvendamento do novo Sistema (com S maiúsculo, como se escrevia para descrever o modelo político criado pelos governos militares).</span></p>
<p><span style="color: black">Então, ainda havia indignação diante das denúncias que a mídia fazia e os partidos ecoavam no Parlamento. Pouco a pouco, embora a mídia continue a fazer denúncias, a própria opinião pública, isto é, os setores da opinião nacional que recebem informações, como que se anestesiou. Os cidadãos cansaram de ouvir tanto horror perante os céus sem que nada mude. Diante deste quadro, o que podem fazer as oposições?</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Definir o público a ser alcançado</span></strong><span style="color: black"><br />
Em primeiro lugar, não manter ilusões: é pouco o que os partidos podem fazer para que a voz de seus parlamentares alcance a sociedade.</span></p>
<p><span style="color: black">É preciso que as oposições se <span>deem</span> conta de que existe um público distinto do que se prende ao jogo político tradicional e ao que é mais atingido pelos mecanismos governamentais de difusão televisiva e midiática em geral.</span></p>
<p><span style="color: black">As oposições se baseiam em partidos não propriamente <span>mobilizadores</span> de massas. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental.</span></p>
<p><span style="color: black">Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.</span></p>
<p><span style="color: black">Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à ti (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de “classe c” ou de nova classe média.</span></p>
<p><span style="color: black">Digo imprecisamente porque a definição de classe social não se limita às categorias de renda (a elas se somam educação, redes sociais de conexão, prestígio social, etc.), mas não para negar a extensão e a importância do fenômeno. Pois bem, a imensa maioria destes grupos &#8211; sem excluir as camadas de trabalhadores urbanos já integrados ao mercado capitalista &#8211; está ausente do jogo político-partidário, mas não desconectada das redes de internet, <span>Facebook</span>, <span>YouTube</span>, <span>Twitter</span>, etc.</span></p>
<p><span style="color: black">É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos. Se houver ousadia, os partidos de oposição podem organizar-se pelos meios eletrônicos, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates verdadeiros sobre os temas de interesse dessas camadas.</span></p>
<p><span style="color: black">Mas não é só isso: as oposições precisam voltar às salas universitárias, às inúmeras redes de palestras e que se propagam pelo país afora e não devem, obviamente, desacreditar do papel da mídia tradicional: com toda a modernização tecnológica, sem a sanção derivada da confiabilidade, que só a tradição da grande mídia assegura, tampouco as mensagens, mesmo que difundidas, se transformam em marcas reconhecidas.</span></p>
<p><span style="color: black">Além da persistência e ampliação destas práticas, é preciso buscar novas formas de atuação para que a oposição esteja presente, ou pelo menos para que entenda e repercuta o que ocorre na sociedade. Há inúmeras organizações de bairro, um sem-número de grupos musicais e culturais nas periferias das grandes cidades, etc., organizações voluntárias de solidariedade e de protesto, redes de consumidores, ativistas do meio ambiente, e por aí vai, que atuam por conta própria.</span></p>
<p><span style="color: black">Dado o anacronismo das instituições político-partidárias, seria talvez pedir muito aos partidos que mergulhem na vida cotidiana e tenham ligações orgânicas com grupos que expressam as dificuldades e anseios do homem comum. Mas que pelo menos ouçam suas vozes e atuem em consonância com elas.</span></p>
<p><span style="color: black">Não deve existir uma separação radical entre o mundo da política e a vida cotidiana, nem muito menos entre valores e interesses práticos.</span></p>
<p><span style="color: black">No mundo interconectado de hoje, vê-se, por exemplo, o que ocorre com as revoluções no meio islâmico, movimentos <span>protestatórios</span> irrompem sem uma ligação formal com a política tradicional. Talvez as discussões sobre os meandros do poder não interessem ao povo no dia-a-dia tanto quanto os efeitos devastadores das enchentes ou o sufoco de um trânsito que não anda nas grandes cidades. Mas, de repente, se dá um “curto-circuito” e o que parecia não ser “política” se politiza. Não foi o que ocorreu nas eleições de 1974 ou na campanha das “diretas já”?</span></p>
<p><span style="color: black">Nestes momentos, o pragmatismo de quem luta para sobreviver no dia-a-dia lidando com questões “concretas” se empolga com crenças e valores. O discurso, noutros termos, não pode ser apenas o institucional, tem de ser o do cotidiano, mas não desligado de valores. Obviamente em nosso caso, o de uma democracia, não estou pensando em movimentos contra a ordem política global, mas em aspirações que a própria sociedade gera e que os partidos precisam estar preparados para que, se não os tiverem suscitado por sua desconexão, possam senti-los e encaminhá-los na direção política desejada.</span></p>
<p><span style="color: black">Seria erro fatal imaginar, por exemplo, que o discurso “moralista” é coisa de elite à moda da antiga UDN. A corrupção continua a ter o repúdio não só das classes médias como de boa parte da população. Na última campanha eleitoral, o momento de maior crescimento da candidatura Serra e de aproximação aos resultados obtidos pela candidata governista foi quando veio à tona o “episódio <span>Erenice</span>”.</span></p>
<p><span style="color: black">Mas é preciso ter coragem de dar o nome aos bois e vincular a “falha moral” a seus resultados práticos, negativos para a população. Mais ainda: é preciso persistir, repetir a crítica, ao estilo do “beba Coca Cola” dos publicitários. Não se trata de dar-nos por satisfeitos, à moda de demonstrar um teorema e escrever “<span>cqd</span>”, como queríamos demonstrar.</span></p>
<p><span style="color: black">Seres humanos não atuam por motivos meramente racionais. Sem a teatralização que leve à emoção, a crítica &#8211; moralista ou outra qualquer- cai no vazio. Sem Roberto Jefferson não teria havido <span>mensalão</span> como fato político.</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Qual é a mensagem?</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Por certo, os oposicionistas para serem ouvidos precisam ter o que dizer. Não basta criar um público, uma audiência e um estilo, o conteúdo da mensagem é fundamental. Qual é a mensagem? O maior equívoco das oposições, especialmente do PSDB, foi o de haver posto à margem as mensagens de modernização, de <span>aggiornamento</span> do País, e de clara defesa de uma sociedade democrática comprometida com causas universais, como os direitos humanos e a luta contra a opressão, mesmo quando esta vem mascarada de <span>progressismo</span>, apoiada em políticas de distribuição de rendas e de identificação das massas com o Chefe.</span></p>
<p><span style="color: black">Nas modernas sociedades democráticas, por outro lado, o Estado tanto mantém funções na regulação da economia como em sua indução, podendo chegar a exercer papel como investidor direto. Mas o que caracteriza o Estado em uma sociedade de massas madura é sua ação <span>democratizadora</span>.</span></p>
<p><span style="color: black">Os governos devem tornar claros, transparentes, e o quanto possível imunes à corrupção, os mecanismos econômicos que cria para apoiar o desenvolvimento da economia. Um Estado moderno será julgado por sua eficiência para ampliar o acesso à educação, à saúde e à previdência social, bem como pela qualidade da segurança que oferece às pessoas.Cabe às oposições serem a vanguarda nas lutas por estes objetivos.</span></p>
<p><span style="color: black">Defender o papel crescente do Estado nas sociedades democráticas, inclusive em áreas produtivas, não é contraditório com a defesa da economia de mercado. Pelo contrário, é preciso que a oposição diga alto e bom som que os mecanismos de mercado, a competição, as regras jurídicas e a transparência das decisões são fundamentais para o Brasil se modernizar, crescer economicamente e se desenvolver como sociedade democrática.</span></p>
<p><span style="color: black">Uma sociedade democrática amadurecida estará sempre comprometida com a defesa dos direitos humanos, com a ecologia e com o combate à miséria e às doenças, no país e em toda a parte. E compreende que a ação isolada do Estado, sem a participação da sociedade, inclusive dos setores produtivos privados, é insuficiente para gerar o bem-estar da população e oferecer bases sólidas para um desenvolvimento econômico sustentado.</span></p>
<p><span style="color: black">Ao invés de se aferrarem a esses valores e políticas que lhes eram próprios como ideologia e como prática, as oposições abriram espaço para que o <span>lulopetismo</span> ocupasse a cena da modernização econômica e social. Só que eles têm os pés de barro: a cada instante proclamam que as privatizações “do PSDB” foram contra a economia do País, embora comecem a fazer descaradamente concessões de serviços públicos nas estradas e nos aeroportos, como se não estivessem fazendo na prática o mea-culpa.</span></p>
<p><span style="color: black">Cabe às oposições não apenas desmascarar o cinismo, mas, sobretudo, cobrar o atraso do País: onde está a <span>infraestrutura</span> que ficou bloqueada em seus avanços pelo temor de apelar à participação da iniciativa privada nos portos, nos aeroportos, na geração de energia e assim por diante?</span></p>
<p><span style="color: black">Quão caro já estamos pagando pela ineficiência de agências reguladoras entregues a sindicalistas “<span>antiprivatizantes</span>” ou a partidos clientelistas, como se tornou o PC d B, que além de vender benesses no ministério dos Esportes, embota a capacidade controladora da ANP, que deveria evitar que o monopólio voltasse por vias transversas e prejudicasse o futuro do País.</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Oposição precisa vender o peixe</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Dirão novamente os céticos que nada disso interessa diretamente ao povo. Ora, depende de como a oposição venda o peixe. Se tomarmos como alvo, por exemplo, o atraso nas obras necessárias para a realização da Copa e especializarmos três ou quatro parlamentares ou técnicos para martelar no dia-a-dia, nos discursos e na internet, o quanto não se avança nestas áreas por causa do burocratismo, do clientelismo, da corrupção ou simplesmente da viseira ideológica que impede a competição construtiva entre os setores privados e destes com os monopólios, e se mostrarmos à população como ela está sendo diretamente prejudicada pelo estilo petista de política, criticamos este estilo de governar, suscitamos o interesse popular e ao mesmo tempo oferecemos alternativas.</span></p>
<p><span style="color: black">Na vida política tudo depende da capacidade de politizar o apelo e de dirigi-lo a quem possa ouvi-lo. Se gritarmos por todos os meios disponíveis que a dívida interna de R$ 1,69 trilhão (mostrando com exemplos ao que isto corresponde) é assustadora, que estamos pagando R$ 50 bilhões por ano para manter reservas elevadas em dólares, que pagamos a dívida (pequena) ao FMI sobre a qual incidiam juros moderados, trocando-a por dívidas em reais com juros enormes, se mostrarmos o quanto custa a cada contribuinte cada vez que o Tesouro transfere ao BNDES dinheiro que o governo não tem e por isso toma emprestado ao mercado pagando juros de 12% ao ano, para serem emprestados pelo BNDES a juros de 6% aos grandes empresários nacionais e estrangeiros, temos discurso para certas camadas da população.</span></p>
<p><span style="color: black">Este discurso deve desvendar, ao mesmo tempo, o porquê do governo assim proceder: está criando um bloco de poder capitalista-burocrático que sufoca as empresas médias e pequenas e concentra renda.</span></p>
<p><span style="color: black">Este tipo de política mostra descaso pelos interesses dos assalariados, dos pequenos produtores e profissionais liberais de tipo antigo e novo, setores que, em conjunto, custeiam as benesses concedidas ao grande capital com impostos que lhe são extraídos pelo governo.</span></p>
<p><span style="color: black">O <span>lulopetismo</span> não está fortalecendo o capitalismo em uma sociedade democrática, mas sim o capitalismo monopolista e burocrático que fortalece privilégios e corporativismos.</span></p>
<p><span style="color: black">Com argumentos muito mais fracos o petismo acusou o governo do PSDB quando, em fase de indispensável ajuste econômico, aumentou a dívida interna (ou, melhor, reconheceu os “esqueletos” compostos por dívidas passadas) e usou recursos da privatização &#8211; todos contabilizados &#8211; para reduzir seu crescimento. A dívida pública consolidada do governo <span>lulista</span> foi muito maior do que a herdada por este do governo passado e, no entanto, a opinião pública não tomou conhecimento do fato.</span></p>
<p><span style="color: black">As oposições não foram capazes de politizar a questão. E o que está acontecendo agora quando o governo discute substituir o fator previdenciário, recurso de que o governo do PSDB lançou mão para mitigar os efeitos da derrota sofrida para estabelecer uma idade mínima de aposentadoria? Propondo a troca do fator previdenciário pela definição de… uma idade mínima de aposentadoria.</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Petistas camaleões</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Se os governistas são camaleões (ou, melhor, os petistas, pois boa parte dos governistas nem isso são: votavam com o governo no passado e continuam a votar hoje, como votarão amanhã, em vez de saudá-los porque se aproximam da racionalidade ou de votarmos contra esta mesma racionalidade, negando nossas crenças de ontem, devemos manter a coerência e denunciar as falsidades ideológicas e o estilo de política de mistificação dos fatos, tantas vezes sustentado pelo petismo.</span></p>
<p><span style="color: black">São inumeráveis os exemplos sobre como manter princípios e atuar como uma oposição coerente. Mesmo na questão dos impostos, quando o PSDB e o DEM junto com o PPS ajudaram a derrubar a CPMF, mostraram que, coerentes, dispensaram aquele imposto porque ele já não era mais necessário, como ficou demonstrado pelo contínuo aumento da receita depois de sua supressão.</span></p>
<p><span style="color: black">É preciso continuar a fazer oposição à continuidade do aumento de impostos para custear a máquina público-partidária e o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. É possível mostrar o quanto pesa no bolso do povo cada despesa feita para custear a máquina público-partidária e manter o capitalismo burocrático dos novos dinossauros. E para ser coerente, a oposição deve lutar desde já pela redução drástica do número de cargos em comissão, nomeados discricionariamente, bem como pelo estabelecimento de um número máximo de ministérios e secretarias especiais, para conter a fúria de apadrinhamento e de conchavos partidários à custa do povo.</span></p>
<p><span style="color: black">Em suma: não há oposição sem “lado”. Mais do que ser de um partido, é preciso “tomar partido”.</span></p>
<p><span style="color: black">É isso que a sociedade civil faz nas mais distintas matérias. O que o PSDB pensa sobre liberdade e pluralidade religiosa? Como manter a independência do Estado laico e, ao mesmo tempo, prestigiar e respeitar as religiões que formam redes de coesão social, essenciais para a vida em sociedade? O que pensa o partido sobre o combate às drogas? É preciso ser claro e sincero: todas as drogas causam danos, embora de alcance diferente. Adianta botar na cadeia os drogados?</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Sinceridade comove a população</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Há casos nos quais a regulação vale mais que a proibição: veja-se o tabaco e o álcool, ambos extremadamente daninhos. São não apenas regulados em sua venda e uso (por exemplo, é proibido fumar em locais fechados ou beber depois de uma festa e guiar automóveis) como estigmatizados por campanhas publicitárias, pela ação de governos e das famílias.</span></p>
<p><span style="color: black">Não seria o caso de fazer a mesma coisa com a maconha, embora não com as demais drogas muito mais danosas, e concentrar o fogo policial no combate aos traficantes das drogas pesadas e de armas? Se disso ainda não estivermos convencidos, pelo menos não fujamos à discussão, que já corre solta na sociedade. Sejamos sinceros: é a sinceridade que comove a população e não a hipocrisia que pretende não ver o óbvio.</span></p>
<p><span style="color: black">Se a regra é ser sincero, por que temer ir fundo e avaliar o que nós próprios fizemos no passado, acreditando estar certos, e que continua sendo feito, mas que requer uma revisão?</span></p>
<p><span style="color: black">Tome-se o exemplo da reforma agrária e dos programas de incentivo à economia familiar.</span></p>
<p><span style="color: black">Fomos nós do PSDB que recriamos o Ministério da Reforma Agrária e, pela primeira vez, criamos um mecanismo de financiamento da agricultura familiar, o <span>Pronaf</span>. Nenhum governo fez mais em matéria de acesso à terra do que o do PSDB quando a pasta da Reforma era dirigida por um membro do PPS.</span></p>
<p><span style="color: black">Não terá chegado a hora de avaliar os resultados? O <span>Pronaf</span> não estará se transformando em mecanismo de perpétua renovação de dívidas, como os grandes agricultores faziam no passado com suas dívidas no Banco do Brasil? Qual é o balanço dos resultados da reforma agrária? E as acusações de “aparelhamento” da burocracia pelo PT e pelo MST são de fato verdadeiras?</span></p>
<p><span style="color: black">Sem que a oposição afirme precipitadamente que tudo isso vai mal &#8211; o que pode não ser correto &#8211; não pode temer buscar a verdade dos fatos, avaliar, julgar e criticar para corrigir.</span></p>
<p><span style="color: black">Existe matéria em abundância para manter os princípios e para ir fundo nas críticas sem temer a acusação injusta de que se está defendendo “a elite”. Mas política não é tese universitária. É preciso estabelecer uma agenda. Geralmente esta é dada pelo governo. Ainda assim, usemo-la para concentrar esforços e dar foco, repetição e persistência à ação oposicionista.</span></p>
<p><span style="color: black">Tomemos um exemplo, o da reforma política, tema que o governo afirma estar disposto a discutir. Pois bem, o PSDB tem posição firmada na matéria: é favorável ao voto distrital (misto ou puro, ainda é questão indefinida). Se é assim, por que não recusar de plano a proposta da “lista fechada”, que reforça a burocracia partidária, não diminui o personalismo (ou alguém duvida que se pedirão votos para a lista “do Lula”?) e separa mais ainda o eleitor dos representantes?</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Compromisso com o voto digital</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Não é preciso afincar uma posição de intransigência: mantenhamos o compromisso com o voto distrital, façamos a pregação.</span></p>
<p><span style="color: black">Se não dispusermos de forças para que nossa tese ganhe, aceitemos apenas os melhoramentos óbvios no sistema atual: cláusula de desempenho (ou de barreira), proibição de coligações nas eleições proporcionais e regras de fidelidade partidária, ainda que para algumas destas medidas seja necessário mudança constitucional.</span></p>
<p><span style="color: black">Deixemos para outra oportunidade a discussão sobre financiamento público das campanhas, pois sem a <span>distritalização</span> o custo para o contribuinte será enorme e não se impedirá o financiamento em “caixa preta” nem o abuso do poder econômico. Mas denunciemos o quanto de antidemocrático existe no voto em listas fechadas.</span></p>
<p><span style="color: black">Em suma: não será esta uma boa agenda para a oposição firmar identidade, contrapor-se à tendência petista de tudo burocratizar e, ao mesmo tempo, não se encerrar em um puro negativismo aceitando modificações sensatas?</span></p>
<p><span style="color: black">Por fim, retomando o que disse acima sobre o “triunfo do capitalismo”. O governo do PT e o próprio partido embarcaram, sem dizer, na adoração do bezerro de ouro. Mas, marcados pelos cacoetes do passado, não perceberam que o novo na fase contemporânea do capitalismo não é apenas a acumulação e o crescimento da economia.</span></p>
<p><span style="color: black">Os grandes temas que se estão desenhando são outros e têm a ver com o interesse coletivo: como expandir a economia sem destroçar o meio ambiente, como assegurar direitos aos destituídos deles, não só pela <span>obreza</span>, mas pelas injustiças (desigualdades de gênero, de raça, de acesso à cultura)? Persistem preocupações antigas: como preservar a Paz em um mundo no qual há quem disponha da bomba nuclear?</span></p>
<p><span style="color: black">A luta pela <span>desnuclearização</span> tem a ver com o sentido de um capitalismo cuja forma “selvagem” a sociedade democrática não aceita mais.</span></p>
<p><span style="color: black">Esta nova postura é óbvia no caso da ecologia, pois o natural egoísmo dos Estados, na formulação clássica, se choca com a tese primeira, a da perpetuação da vida humana. O terror atômico e o aquecimento global põem por terra visões fincadas no terreno do <span>nacional-estatismo</span> arcaico.</span></p>
<p><span style="color: black">Há um nacionalismo de novo tipo, democrático, aberto aos desafios do mundo e integrado nele, mas alerta aos interesses nacionais e populares. Convém redefinir, portanto, a noção do interesse nacional, mantendo-o persistente e alerta no que é próprio aos interesses do País, mas compatibilizando-o com os interesses da humanidade.</span></p>
<p><span style="color: black">Estas formulações podem parecer abstratas, embora se traduzam no dia-a-dia: no Brasil, ninguém discute sobre qual o melhor modo de nossa presença no mundo: será pelo velho caminho armamentista, <span>nuclearizando-nos</span>, ou nossas imensas vantagens comparativas em outras áreas, entre elas as do chamado <span>soft</span> <span>power</span>, podem primar?</span></p>
<p><span style="color: black">Por exemplo, nossa “plasticidade cultural mestiça”, a aceitação das diferenças raciais &#8211; sem que se neguem e combatam as desigualdades e preconceitos ainda existentes &#8211; não são um ganho em um mundo multipolar e multicultural? E a disponibilidade de uma matriz energética limpa, sem exageros de muitas usinas atômicas (sempre perigosas), bem como os avanços na tecnologia do etanol, não nos dão vantagens?</span></p>
<p><span style="color: black">Por que não discutir, a partir daí, o ritmo em que exploraremos o pré-sal e as obscuras razões para a “estatização do risco e divisão do lucro” entre a Petrobras e as multinacionais por meio do sistema de partilha? São questões que não exploramos devidamente, ou cujas decisões estão longe de ser claramente compatíveis com o interesse nacional de longo prazo.</span></p>
<p><strong><span style="color: black">Falta de estratégia</span></strong><strong><span style="color: black"><br />
</span></strong><span style="color: black">Na verdade, falta-nos estratégia. Estratégia não é plano de ação: é o peso relativo que se dá às questões desafiadoras do futuro somado à definição de como as abordaremos. Que faremos neste novo mundo para competir com a China, com os Estados Unidos ou com quem mais seja? Como jogar com nossos recursos naturais (petróleo à frente) como fator de sucesso e poder sem sermos amanhã surpreendidos pelo predomínio de outras fontes de energia? E, acima de tudo, como transformar em políticas o anseio por uma “revolução educacional” que dê lugar à criatividade, à invenção e aos avanços das tecnologias do futuro?</span></p>
<p><span style="color: black">A China, ao que parece, aprendeu as lições da última crise e está apostando na inovação, preparando-se para substituir as fontes tradicionais de energia, sobretudo o petróleo, de que não dispõe em quantidade suficiente para seu consumo crescente. E os próprios Estados Unidos, embora atônitos com os erros acumulados desde a gestão Bush, parecem capazes de continuar inovando, se conseguirem sair depressa da crise financeira que os engolfou.</span></p>
<p><span style="color: black">De tudo isso o PT e seus governos falam, mas em ziguezague. As amarras a uma visão oposta, vinda de seu passado recente, os inibem para avançar mais. Não é hora das oposições serem mais afirmativas? E se por acaso, como insinuei no início deste artigo, houver divisões no próprio campo do petismo por causa da visão canhestra de muitos setores que <span>apoiam</span> o governo e de suas necessidades práticas o levarem a direções menos dogmáticas?</span></p>
<p><span style="color: black">Neste caso, embora seja cedo para especular, terá a oposição inteireza e capacidade política para aproveitar as circunstâncias e acelerar a desagregação do antigo e apostar no novo, no fortalecimento de uma sociedade mais madura e democrática?</span></p>
<p><span style="color: black">Engana-se quem pensar que basta manter a economia crescendo e oferecer ao povo a imagem de uma sociedade com mobilidade social.</span></p>
<p><span style="color: black">Esta, ao ocorrer, aumenta as demandas tanto em termos práticos, de salários e condições de vida, como culturais. Em um mundo interconectado pelos modernos meios de comunicação o cidadão comum deseja saber mais, participar mais e avaliar por si se de fato as diferenças econômicas e sociais estão diminuindo.</span></p>
<p><span style="color: black">Sem, entretanto, uma oposição que se oponha ao <span>triunfalismo</span> <span>lulista</span>, que coroa a alienação capitalista, desmistificando tudo o que seja mera justificativa publicitária do poder e chamando a atenção para os valores fundamentais da vida em uma sociedade democrática, só ocorrerão mudanças nas piores condições: quando a fagulha de alguma insatisfação produzir um curto-circuito. Mesmo este adiantará pouco se não houver à disposição uma alternativa viável de poder, um caminho preparado por lideranças nas quais a população confie.</span></p>
<p><span style="color: black">No mundo contemporâneo este caminho não se constrói apenas por partidos políticos, nem se limita ao jogo institucional. Ele brota também da sociedade, de seus blogs, <span>twitters</span>, redes sociais, da mídia, das organizações da sociedade civil, enfim, é um processo coletivo. Não existe apenas uma oposição, a da arena institucional; existem vários focos de oposição, nas várias dimensões da sociedade.</span></p>
<p><span style="color: black">Reitero: se as oposições institucionais não forem capazes de se ligar mais diretamente aos movimentos da vida, que pelo menos os ouçam e não tenham a pretensão de imaginar que pelo jogo congressual isolado alcançarão resultados significativos.</span></p>
<p><span style="color: black">Os vários focos de insatisfação social, por sua vez, também podem se perder em demandas específicas a serem atendidas fragmentariamente pelo governo se não encontrarem canais institucionais que expressem sua vontade maior de transformação.</span></p>
<p><span style="color: black">As oposições políticas, por fim, se nada ou pouco tiverem a ver com as múltiplas demandas do cotidiano, como acumularão forças para ganhar a sociedade?</span></p>
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		<title>Programa Nacional do PSDB. Confira !</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 17:37:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jpsdbsaopaulo.com.br/2011/02/programa-nacional-do-psdb-confira/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p>
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		<title>Mensalão e Reeleição</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 21:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mensalão e reeleição&#8221;
Carta de Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo
Li com espanto a entrevista do sr. Gilberto Carvalho publicada neste jornal na edição de domingo passado (“Ninguém engana a Dilma nem põe faca no pescoço dela”, 5/12, A10). Espanto porque imaginei que o entrevistado devesse estar mais preocupado em se defender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1010" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px">
<p style="text-align: center"><a href="http://brasildacorrupcao.blogspot.com/2010/11/o-passado-que-assombra-luiz-inacio-e-o_19.html"><img class="size-full wp-image-1010  " src="http://jpsdbsaopaulo.com.br/files/2010/12/lula_celso_daniel.jpg" alt="Prefeito de Santo André (assassinado) " width="384" height="245" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><p class="wp-caption-text">Prefeito de Santo André (assassinado) </p></div></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #000000"><strong>&#8220;Mensalão e reeleição&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><em>Carta de Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo</em></p>
<p>Li com espanto a entrevista do sr. Gilberto Carvalho publicada neste jornal na edição de domingo passado (“Ninguém engana a Dilma nem põe faca no pescoço dela”, 5/12, A10). Espanto porque imaginei que o entrevistado devesse estar mais preocupado em se defender de insinuações que podem manchar a sua biografia – a de haver sido receptador de propinas extorquidas por um bando de seus companheiros de partido que teriam usado a administração petista de Santo André para obter recursos para uso político, como afirmam procuradores estaduais – do que em dar curso a calúnias contra mim.</p>
<p>Lula, segundo o entrevistado, recusa o termo “mensalão” para caracterizar os desatinos praticados nas relações entre seu governo e a Câmara dos Deputados, quando da alegada compra de apoios políticos. Na verdade, trata-se de mero jogo de palavras para negar a periodicidade da propina, e não sua existência. Artifício semelhante a outro – este com consequências jurídicas maiores – quando afirmou que o dinheiro utilizado naquelas práticas teria sido obtido de “sobras de campanha”, esquecendo-se de que houve transações entre poder público e agentes privados como no caso da Visanet.</p>
<p>Para melhorar a imagem presidencial, Gilberto Carvalho diz que Lula, ao negar que seu governo tenha comprado votos, me acusa nominalmente de tê-lo feito para aprovar a emenda da reeleição. Ora, jamais houve qualquer indício nem qualquer afirmação direta de que eu assim procedera. Mais ainda, os rumores sobre uma escuta telefônica feita entre deputados de um Estado que estariam envolvidos em tais práticas aberrantes surgiram num jornal meses depois de aprovada a referida emenda, com votação avassaladora – 80% no Senado e margem de mais de 20 votos acima dos 308 requeridos na Câmara.</p>
<p>No caso, a referida escuta teria feito alusão ao primeiro nome de um de meus ministros. Para evitar dúvidas o ministro eventualmente aludido foi, por decisão própria, à Comissão de Justiça da Câmara, prestou todos os esclarecimentos e desafiou quem dissesse o contrário da verdade, que era sua inocência. Posteriormente, três ou quatro deputados – mais tarde ligados à base do governo Lula – renunciaram a seus mandatos para evitar cassações, confessando culpa, mas sem qualquer envolvimento do PSDB e muito menos do governo ou meu.</p>
<p>Se não fosse o suficiente ser um procedimento contrário à ética, mesmo em termos pragmáticos, seria de todo descabido comprar o que era, explicitamente, oferecido: a opinião pública, os editoriais de toda a mídia e a maioria avassaladora do Congresso Nacional eram favoráveis à emenda da reeleição, contra a qual se batiam isoladamente o PT e os “malufistas”, pela razão de haver nessas correntes quem quisesse disputar as eleições presidenciais e temesse minha força eleitoral, comprovada na reeleição em primeiro turno em 1998. Estes são os fatos.</p>
<p>Custa-me a crer que Lula, para se defender do indefensável no caso do mensalão, ataque a honra de um ex-presidente que foi seu amigo nas horas difíceis e que não usa de artimanhas para desacreditar adversários. Dói mais ainda que pessoas como Gilberto Carvalho ecoem o sabidamente falso para endeusar o chefe. Sinal dos tempos, que arrastam mesmo os que parecem ser melhores a cair na calúnia, na mesquinharia e na mediocridade.</p>
<p>FERNANDO HENRIQUE CARDOSO</p>
<p> </p>
<p>Fonte: <a href="https://www2.psdb.org.br/index.php/agencia-tucana/artigos-e-entrevistas/artigos/mensalao-e-reeleicao/">https://www.psdb.org.br/</a></p>
<p> </p>
<p>Saiba mais:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u48622.shtml">Detalhes do sequestro de Celso Daniel</a></p>
<p><a title="Clique e veja o que diz o promotor de justiça" href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dinheiro-de-santo-andre-abasteceu-campanha-da-1-eleicao-de-lula-diz-cembranelli,641699,0.htm" target="_blank">Dinheiro de Santo André abasteceu campanha de Lula</a></p>
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		</item>
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		<title>PASSEATA DA VITÓRIA COM A PARTICIPAÇÃO DO FERNANDO HENRIQUE &#8211; dia 29 &#8211; São Paulo &#8211; SERRA PRESIDENTE !!</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 00:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tendo em vista a grande participação  da passeata de ontem, convidamos a todos para a PASSEATA DA VITÓRIA 45 &#8211; SERRA PRESIDENTE!
Será no dia 29 (sexta-feira) , no Largo São Francisco (centro- São Paulo), com a participação do nosso Fernando Henrique Cardoso !
Venha conosco participar de mais uma FESTA da DEMOCRACIA e  da ÉTICA na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center"><span style="color: #0000ff">Tendo em vista a grande participação  da passeata de ontem, convidamos a todos para a <strong>PASSEATA DA VITÓRIA 45 &#8211; SERRA PRESIDENTE</strong>!</span></h2>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #0000ff">Será no <strong><span style="text-decoration: underline">dia 29</span></strong> (sexta-feira) , no <span style="text-decoration: underline">Largo São Francisco</span> (centro- São Paulo), com a participação do nosso <strong>Fernando Henrique Cardoso</strong> !</span></h2>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #0000ff">Venha conosco participar de mais uma <strong>FESTA da DEMOCRACIA</strong> e  da <strong>ÉTICA na POLÍTICA </strong>!</span></h2>
]]></content:encoded>
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		<title>Discurso de Alckmin no lançamento da pré-candidatura ***** DÁ-LHE, TUCANOOOOOO !!! *****</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 22:02:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Companheiras e companheiros:
Quero dizer da minha alegria, da minha felicidade de estar aqui, no dia de hoje, com cada um de vocês, que vieram de todos os cantos do estado &#8211; do litoral às barrancas do rio Paraná; das margens do Paranapanema às do rio Grande; do Vale do Ribeira ao Vale do Paraíba; da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_692" class="wp-caption aligncenter" style="width: 322px"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=1fcc_GGI8bU"><img class="size-full wp-image-692 " src="http://jpsdbsaopaulo.com.br/files/2010/05/geraldo.jpg" alt="Governador Geraldo Alckmin" width="312" height="360" /></a><p class="wp-caption-text">Governador Geraldo Alckmin</p></div>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>&#8220;Companheiras e companheiros:</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Quero dizer da minha alegria, da minha felicidade de estar aqui, no dia de hoje, com cada um de vocês, que vieram de todos os cantos do estado &#8211; do litoral às barrancas do rio Paraná; das margens do Paranapanema às do rio Grande; do Vale do Ribeira ao Vale do Paraíba; da Grande São Paulo a todo nosso Interior.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Senadoras e senadores, deputados e deputadas, prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, tucanos e tucanas, militantes dos nossos partidos aliados, tantos rostos amigos e companheiros&#8230; Todos vocês representam simbolicamente a população do nosso Estado e isso nos fortalece e anima ainda mais.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Aproximam-se as eleições. É hora de o povo brasileiro reafirmar a sua vocação democrática e renovar as suas esperanças.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Aqui, em São Paulo, temos um dever e um compromisso. O dever de prestar contas do que temos feito, e o compromisso de fazermos muito mais.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Temos também de reconhecer &#8211; com a humildade de quem procura cumprir bem com as suas obrigações e com o respeito devido ao povo que as confiou a nós -, que São Paulo é hoje um estado renovado; que o extraordinário esforço de recuperação, fortalecimento e modernização, verificado nos últimos anos, tornou São Paulo melhor, e está permitindo que o atual governo realize a maior soma de investimentos de toda a nossa história: R$ 64 bilhões, até o final do ano.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Em São Paulo, podemos nos orgulhar do que cada governo tucano fez até agora. Covas ajustou as finanças do Estado. Assumi um estado sadio e avançamos. O Serra avançou ainda mais, com sua competência, trabalho e dedicação à causa pública. E o governador Alberto Goldman tem ainda à frente 8 meses de muito trabalho e realizações.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>A história dos governos do PSDB é uma corrida de revezamento em que cada um dá o seu melhor, enfrenta seus obstáculos e passa o bastão para o sucessor.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>No bastão, vai o coração de cada um de nós, o bater dos corações de todos os brasileiros de São Paulo. É uma corrida que exige preparação, fôlego, resistência e muito amor.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Fizemos o que fizemos não por vaidade, mas por obrigação, por dever. Para concretizar sonhos e compromissos, lutamos com todas as nossas forças, por nosso Estado, pelos brasileiros de São Paulo, pelas mulheres, jovens, trabalhadores, empresários; por todos os que, unidos, construíram esta terra.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Por isso, hoje nos dirigimos à opinião pública sem qualquer constrangimento e com a certeza de que temos honrado a sua confiança. E com a mesma seriedade e a mesma credibilidade com que iniciamos o nosso trabalho há dezesseis anos, assumimos, agora, o compromisso de honrar ainda mais essa confiança, oferecendo a nossa história, a nossa experiência e todo o nosso entusiasmo por São Paulo, como garantia de mais quatro anos de muito trabalho e de muitas realizações em benefício do nosso povo. Porque quanto mais se trabalha por São Paulo mais se ama São Paulo e mais se quer trabalhar &#8211; como faz a nossa gente em todo o território paulista.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>E não haveria de ser diferente. Ao inaugurar uma nova era, na administração deste Estado, um dos homens mais notáveis da vida pública brasileira, o nosso querido e inesquecível líder, Mario Covas, recomendou a todos nós: &#8220;O que me importa é poder chegar ao fim do Governo tendo feito o melhor possível e com a mesma cara limpa com que entrei.(&#8230;) Este Governo tem a obrigação de ser sério (&#8230;) e não tem do que se envergonhar. Tem sobretudo algo do que se orgulhar: ele vai terminar como começou, com a mesma dignidade, com a mesma compostura, com a mesma seriedade.&#8221;</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>O trabalho ainda não acabou. Mas nós não esquecemos aquela recomendação. Ela é, de fato, a marca indelével dos nossos governos. Dessa trilha ética, sinalizada por Mario Covas, nós nunca nos distanciamos e nem nos distanciaremos!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Não há nisso nenhuma arrogância de propósito, nenhum brilho de retórica, nenhuma concessão à demagogia. Nossos governos não são e nunca pretenderam ser perfeitos. Não é e nunca foi nossa intenção governar engessados pela soberba. Uma das melhores lições que aprendi com Mario Covas foi a de que um governo de índole democrática, como o nosso, deve tomar as atitudes devidas, todas as vezes que alguém comprovar que ele está errado, e que o certo é seguir um outro caminho.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Não há como discordar disso. Sou dos que acreditam que um governo que ouve erra menos e acerta mais. A nossa crença na democracia impõe-nos esse comportamento como precondição para governar.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Hoje, mais uma vez, sustentamos publicamente a nossa convicção de que um governo ideal deve ter honestidade de propósitos, transparência de método, responsabilidade nas ações, justiça nas decisões, austeridade nos gastos, respeito pelas pessoas, mas que, acima de tudo, deve ter o interesse público como limite.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>É por isso e para isso que estamos aqui. Para reafirmar a nossa disposição e o nosso compromisso de seguir em frente, agindo em consonância com as legítimas aspirações do povo paulista.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>É assim que temos servido São Paulo, com fidelidade aos reais interesses da população.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>É assim que o nosso Estado, hoje conduzido pelas mãos firmes do governador Alberto Goldman, tem enfrentado e deve continuar enfrentando o desafio de promover mais crescimento econômico com maior inclusão social.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>E nós, do PSDB, não nos propomos a fazer isso sozinhos. Temos consciência de que, quanto mais a sociedade se fizer representada em nosso governo, tanto melhor para o governo e para a própria sociedade à qual devemos servir.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Por isso, tomamos a decisão de marchar juntos com outros partidos, numa ampla aliança que nos permita redobrar o trabalho e assegurar ainda maior prosperidade para todo o povo de São Paulo.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Portanto &#8211; ao cumprimentar o prefeito Gilberto Kassab, o ex-secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, quero saudar o Partido dos Democratas, que tem sido um grande aliado do PSDB, na promoção do desenvolvimento de nosso Estado e do Brasil.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Saúdo também, na pessoa do ex-governador Orestes Quércia, o PMDB &#8211; partido em cujas fileiras me iniciei na política e que sempre será merecedor da gratidão do povo brasileiro, por sua valorosa luta pela redemocratização do nosso País.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Quero também dar as boas-vindas ao PSC e ao PHS, congratulando-me com o deputado Régis de Oliveira e com a Nelita Rocha, pela gratificante presença de seus partidos e dos valores da doutrina social-cristã e do humanismo em nossa aliança.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Por fim, quero saudar, nas pessoas do Senador Sérgio Guerra e dos companheiros Barros Munhoz, Sidney Beraldo e Aloysio Nunes Ferreira, todos os nossos demais companheiros do PSDB, agradecendo à direção e à militância do nosso partido por esta grande manifestação de força, união e confiança que nos enche a todos de orgulho. E, aqui, permito-me fazer ainda uma justa homenagem aos companheiros José Aníbal e Mendes Thame, cujo relevante espírito partidário permitiu a coesão e o fortalecimento da nossa aliança.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Pois está formada a nossa união! E esta união não é feita apenas em favor de São Paulo. Ela é feita em benefício do Brasil. Porque o compromisso de fazer grandes coisas pelo Brasil não é só um lema gravado em prata, no brasão de armas do nosso Estado. É um sentimento inseparável da alma e do coração da nossa gente.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Por isso, é mais do que significativa, e sobretudo muito honrosa para mim, a presença aqui de dois valorosos companheiros, cujas histórias dignificam o nosso partido e os alçam à condição de verdadeiros estadistas.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Um já presidiu o Brasil. Estabilizou a moeda, derrotou a inflação, universalizou a educação, instaurou uma nova dinâmica em nossa economia e propiciou oportunidades inéditas para a promoção do desenvolvimento brasileiro.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>O outro tem todas as credenciais para presidi-lo. Tem autoridade e competência, testadas e aprovadas, para assegurar que o Brasil pode mais. Um acervo de realizações que o credenciam a servir o nosso País rumo ao futuro, com maior desenvolvimento e mais justiça social.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Presidente Fernando Henrique, temos muito orgulho do seu trabalho e da sua liderança!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Futuro presidente José Serra, quero dizer, desde logo: conte comigo. Serei um soldado na sua frente de combate, na luta em direção a Brasília. Sabemos todos o quanto você é capaz, o que fez, o quanto ainda fará pelo Brasil. Todos aprendemos com sua competência e a ela somamos nossos esforços. Temos muita confiança e grandes expectativas na sua candidatura, porque ela traduz um sentimento de todos nós, brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Nesta hora, em que nos é cobrada a responsabilidade de escolher a direção a ser tomada, e que urge criar as condições indispensáveis para que o nosso povo possa usufruir de um futuro com mais dignidade, oportunidades e realizações, queremos seguramente lhe afirmar: conte conosco!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Conte com os brasileiros de São Paulo nesta jornada que será vitoriosa. Haveremos de estar juntos, lutando e trabalhando, por São Paulo e pelo Brasil!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Serra, foi uma honra servir o povo paulista ao seu lado, neste último ano. Já havíamos unido esforços antes. Durante o governo do grande mestre da nossa geração, Franco Montoro, pude acompanhar, desde a Assembleia Legislativa, o seu profícuo trabalho. Mais tarde, encontramo-nos na Assembleia Nacional Constituinte, e mais uma vez, lado a lado, trabalhamos juntos na elaboração da nova Constituição. Como vice de Mario Covas, aplaudi suas ações nos ministérios do Planejamento e da Saúde. Sua passagem pela prefeitura e pelo governo de São Paulo deu-nos sólidas provas da boa gestão que desejamos para o Brasil.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Hoje, voltamos a unir os nossos esforços. Desta vez, para defender e promover uma política de desenvolvimento que seja capaz de propiciar a São Paulo e ao Brasil a oportunidade de alcançar o futuro comum de grandeza e prosperidade.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>E é com esse propósito que me disponho a servir mais uma vez o povo de São Paulo. Quero, à frente do governo do Estado, contribuir para que nos aproximemos do destino de grandeza e prosperidade que São Paulo compartilha com o Brasil.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Faço isso, motivado também pela confiança que tenho merecido do povo de São Paulo e que muito me honra. Confiança que se expressa em calorosos apertos de mãos anônimas, nos lugares em que ando, e que, para mim, são ainda mais eloquentes do que as pesquisas.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Sinto, no calor e no carinho que as pessoas me trazem, uma convocação e uma enorme demonstração de apoio e de confiança. E, olho no olho, sinto que essa confiança não é fabricada por propaganda de televisão, por promessas, por planos mirabolantes de melhorar tudo para todos, de uma hora para outra, como se para isso bastasse um gesto mágico, uma varinha de condão.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Não! A confiança vem de quem já conhece e aprova o nosso jeito de trabalhar. Porque, acima de tudo, nós temos um compromisso com a verdade. E pela verdade, orientamos a nossa conduta.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Por causa dessa confiança e em respeito a ela, é que hoje renovo o compromisso que mantenho, desde que entrei para a vida pública: o de trabalhar de sol a sol para melhorar as condições de vida do nosso povo, sem perder qualquer possibilidade, por menor que seja, de fazer de São Paulo um estado mais cheio de oportunidades de trabalho, de progresso e de bem-estar para a nossa população.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Um estado mais justo, que atenda os mais necessitados, promova os jovens, respeite os idosos, valorize as mulheres &#8211; elas que têm um papel fundamental na sociedade, com sua incrível capacidade de pensar e agir pelo coletivo, de traduzir as necessidades das pessoas, de lutar pelo interesse comum, de alertar para as injustiças, de proteger e cuidar. Sempre tive as mulheres como aliadas e pretendo continuar a ter!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Já afirmei várias vezes que busco, na política, uma realização, muito mais que um reconhecimento. Uma realização que consiste em oferecer, mais do que esperança, os próprios meios para concretizá-la.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Para tanto, creio ser imperativo assegurar que todos tenham iguais condições de acesso a oportunidades na vida. Acredito ser este o papel fundamental do Estado: permitir a todos a realização dos seus sonhos, garantindo a cada um a sua oportunidade.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>A partir dessa concepção, entendo ser necessário fortalecer os que mais precisam: o estudante carente; o trabalhador que busca emprego; o agricultor, que pelas incertezas, hesita em semear o campo; o comércio sem crédito; a indústria incipiente; sem deixar, contudo, de incentivar aqueles que buscam expandir seus negócios, diversificar serviços, realizar pesquisas, promover inovações tecnológicas, gerar renda e empregos &#8211; aqueles, enfim, que, em sinergia com o Estado, sejam capazes de criar ainda mais oportunidades em benefício de todos.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Esse é o efeito multiplicador que acredito seja função e objetivo do Estado moderno promover. O Estado deve ser indutor do desenvolvimento sustentado, cabendo-lhe dispor de todos os meios ao seu alcance para estimular o empreendedorismo, a ampliação dos postos de trabalho, a implementação da justiça social.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Para isso, é preciso cumprir o inadiável dever de assegurar serviços públicos de qualidade, educação eficiente, serviços de saúde confiáveis, segurança pública, condições dignas de moradia e transporte, apoiando, ao mesmo tempo, a criança que necessita de escola pública, o jovem que procura inserir-se no mercado de trabalho e o idoso que não deve nem merece ser excluído do convívio social.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Essa é a razão pela qual mantenho a minha disposição de servir São Paulo e o compromisso de trazer ao nosso estado novas conquistas.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Nós, homens públicos, temos o dever de ser constantes na responsabilidade e invencíveis na esperança.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Esperança: esta é palavra de ordem entre nós. Juntos, com o povo de São Paulo, que vem oferecendo a este grande país permanentes exemplos de trabalho e dignidade, vamos, com esperança e humildade, trilhar o caminho do futuro, fazendo o que São Paulo e o Brasil precisam e merecem.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Nada define melhor o espírito que hoje nos reúne do que o nome deste evento: Unidos por São Paulo!</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Unidos acima das diferenças passageiras. Unidos diante dos desafios permanentes.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Unidos para uma jornada que terminará nas urnas, quando os paulistas escolherão seu novo governador e seu novo presidente.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>E, se Deus quiser, unidos para fazer nosso estado e nosso país avançarem ainda mais.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Mais do que um desejo, mais do que um sonho, tenho a certeza de que isso será uma realidade. E que veremos, mais uma vez, os governantes do nosso estado e do nosso país caminharem de mãos dadas, unidos pelo Brasil.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Para São Paulo, o caminho agora é eleger nossos candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. Para São Paulo, o caminho agora é Aloysio Nunes e Orestes Quércia no Senado. Assim como, para o Brasil, a hora é de José Serra na Presidência da República.</strong></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #0000ff"><strong>Vamos então iniciar esta jornada. Com os pés no chão, os olhos no futuro, o espírito elevado e São Paulo no coração.&#8221;</strong></span></p>
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		<title>Convite de lançamento: Joaquim Nabuco</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 05:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresentado originalmente como tese de doutorado na USP e publicado pela primeira vez em 1984, o livro do Prof. Marco Aurélio Nogueira é um marco nos estudos sobre a atuação política de Joaquim Nabuco e a configuração do liberalismo na sociedade brasileira. No livro, publicado agora em nova edição com um prefácio escrito por Cristovam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_620" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://marcoanogueira.blogspot.com/2010/03/entrevista-o-encontro-de-nabuco-com.html"><img class="size-medium wp-image-620 " src="http://jpsdbsaopaulo.com.br/files/2010/04/Convite-lancamento-IFHC1-450x300.jpg" alt="Convite para lançamento" width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Convite para lançamento - 29/04 - 17h30min - iFHC</p></div>
<p><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia">Apresentado originalmente como tese de doutorado na USP e publicado pela primeira vez em 1984, o livro do <a title="Siga o Prof. Marco A. Nogueira no Twitter" href="http://twitter.com/marcoAnogueira" target="_blank">Prof. Marco Aurélio Nogueira</a> é um marco nos estudos sobre a atuação política de Joaquim Nabuco e a configuração do liberalismo na sociedade brasileira. No livro, publicado agora em nova edição com um prefácio escrito por Cristovam Buarque, Nogueira mostra como o liberalismo é adaptado pelas elites políticas brasileiras para acomodar-se ao sistema escravista do país, e assinala a originalidade do abolicionismo de Nabuco dentro desse contexto.</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia">Data: 29 de abril de 2010 (quinta-feira)</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia">Horário: 17h30min</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia">Local: <a title="Link para o IFHC" href="http://www.ifhc.org.br" target="_blank">IFHC </a></span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia">Informações/Inscrições:</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia"> Cristiane Garcia (Ed Paz e Terra)  11.3337-8399.<br />
</span></span></strong></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #333333"><strong><span style="font-family: georgia,serif"> </span></strong></span> <strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><strong><span style="line-height: 150%;font-size: 11pt;color: black"><span style="font-family: georgia"><br />
</span></span></strong></p>
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